Com preço alto, brasileiro adia troca de celular, e vendas caem

Por Nossa Hora
Segunda-Feira, 09 de Fevereiro de 2026 às 07:40
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Companheiro inseparável do dia a dia, o celular vive uma espécie de relação em crise com o consumidor. Com preços cada vez mais altos, o brasileiro adia a troca do smartphone, retraindo as vendas no país, mesmo em um cenário de baixo desemprego e renda em alta.

A resposta da indústria tem sido a concentração dos lançamentos em aparelhos “turbinados” e mais caros — alguns modelos no topo de linha hoje podem custar mais que uma motocicleta — em vez dos modelos básicos e baratos.

Especialistas preveem alta de até 20% nos preços de celulares neste ano, quando as vendas devem encolher mais uma vez. A consultoria IDC projeta que o mercado brasileiro vai encerrar 2026 com 31,6 milhões de telefones móveis vendidos, abaixo dos 31,9 milhões de 2025, no menor patamar desde 2012.

A reação dos fabricantes pode parecer um contrassenso, mas está ligada à principal causa da alta dos preços no setor: o encarecimento dos chips de memória em meio à crescente demanda desses componentes pela indústria de data centers, que está em franca expansão mundo afora para ampliar a capacidade de processamento de sistemas de inteligência artificial (IA).

Foto: Anna Barclay/Getty Images