Mansão em Brasília era usada por Lulinha e amiga lobista para reuniões
Alvo de investigações da Polícia Federal (PF) por suspeita de tráfico de influência, Fábio Luís Lula da Silva, o Lulinha, filho do presidente Luiz Inácio Lula da Silva, e a lobista Roberta Luchsinger utilizavam uma casa no Lago Sul, região nobre de Brasília, durante suas visitas à capital federal. O imóvel era alugado por Luchsinger, que costumava realizar reuniões discretas no local.
As reuniões foram relatadas ao GLOBO por três pessoas que trabalharam no imóvel durante o período em que ele era utilizado pelos dois. Uma delas é a empregada doméstica Zildeni Souza, que acompanhou a rotina na casa durante sete meses, entre 2024 e 2025.
“Não era (casa) de morar. Era uma casa alugada, que quem fica mais tempo eram os funcionários. Era realmente uma casa de reunião. Geralmente, às 9h, vinha uma ou duas pessoas. Eu não ouvia as conversas, só servia café e era isso. Minha função era de doméstica. Não tinha envolvimento”, disse Zildeni.
Ela afirmou que era responsável por relatar a Luchsinger o que ocorria no imóvel quando a empresária estava fora de Brasília. De acordo com o relato de Zildeni, Luchsinger e Lulinha frequentavam o imóvel ao menos duas vezes por mês. Em algumas ocasiões, segundo a empregada doméstica, o filho do presidente aparecia sozinho, e a empresária a avisava que “o seu Fábio está indo”, conforme áudio incluído em um processo trabalhista que a funcionária apresentou contra Luchsinger após sua demissão.
Fonte O Globo
Foto: Reprodução / Perfil Brasil