Junho é o Mês Mundial de Conscientização da Infertilidade

Por Nossa Hora
Terça-Feira, 02 de Junho de 2026 às 08:43
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De acordo com a Organização Mundial de Saúde (OMS), a infertilidade é caracterizada pela ausência de gravidez após doze meses ou mais tendo vida sexual ativa e sem usar medidas anticonceptivas. A condição afeta globalmente cerca de 17,5% de pessoas em idade reprodutiva, ou seja, uma a cada seis pessoas no mundo, segundo a OMS. Apesar de atingir uma parcela expressiva da população global, muitas pessoas não adotam os cuidados necessários para manter sua saúde reprodutiva. “Além das consultas e exames ginecológicos e urológicos de rotina, o estilo de vida é fundamental para preservação da saúde reprodutiva de mulheres e homens”, afirma a médica Sofia Andrade, especialista em Reprodução Humana Assistida da Huntington Cenafert, clínica que integra um dos principais grupos de Reprodução Assistida do Brasil.

A especialista esclarece que fatores evitáveis como o tabagismo, Infecções Sexualmente Transmissíveis, consumo excessivo de álcool e uso de drogas podem afetar a saúde reprodutiva em ambos os sexos. Há também condições de saúde como disfunções hormonais, malformações congênitas do aparelho reprodutor e obesidade que levam à infertilidade. No caso especifico das mulheres, a idade, doenças ginecológicas (endometriose, miomas uterinos a depender do tamanho e localização, Síndrome dos Ovários Policísticos) e obstrução tubária são fatores de risco. No caso dos homens, a varicocele é uma das principais causas de infertilidade masculina. “No entanto, é bom sempre esclarecer que nem todo indivíduo que tenha algum fator de risco vai ter dificuldade para ter filhos de forma espontânea, cada caso é muito individual”, esclarece Sofia Andrade. “Até o uso de determinados medicamentos pode afetar a condição de fertilidade”, acrescenta.

Se no passado a infertilidade era sempre atribuída à mulher, hoje já está comprovado que a responsabilidade pela gravidez deve ser compartilhada igualmente pelos dois sexos. De acordo com a Sociedade Brasileira de Reprodução Assistida (SBRA), estima-se que cerca de 35% dos casos de infertilidade podem ser atribuídos à mulher, outros 35% são de responsabilidade do homem, 20% estão relacionados a ambos e 10% são de causas desconhecidas.  

“Ter uma alimentação balanceada rica em vitaminas, minerais e antioxidantes, manter uma média de três relações sexuais por semana (sabendo o período fértil da mulher), e praticar atividade física regular são fatores protetivos para a fertilidade”, afirma a médica. “Buscar formas saudáveis para controlar o estresse, como meditação, ioga, atividade ao ar livre e caminhada, e ter um sono de qualidade também são fundamentais para manter a saúde reprodutiva em dia”, explica. “O sono é essencial para manter os hormônios regulados”, finaliza Sofia Andrade.

 Confira recomendações para aumentar as chances de uma gravidez espontânea:

 

 

  1. Manter-se no peso adequado
  2. Ter uma alimentação equilibrada
  3. Sono de qualidade
  4. Não fumar
  5. Não consumir drogas 
  6. Praticar atividade física regularmente
  7. Gerenciar estresse e ansiedade
  8. Ter uma vida sexual saudável com relações sexuais regulares
  9. Praticar sexo seguro 
  10. Evitar o consumo excessivo de bebidas alcoólicas