Dia Mundial Sem Tabaco (31/05): "Não fumar o primeiro cigarro" é a recomendação unânime dos especialistas
Um dos desafios da saúde pública é reduzir o número de fumantes e evitar que os jovens comecem a fumar. Considerado a principal causa de morte evitável do mundo pela Organização Mundial de Saúde (OMS), o cigarro é fator de risco para inúmeras doenças graves. Globalmente, cerca de 40 milhões de jovens, com idade entre 13 a 15 anos, usam tabaco, de acordo com a OMS, e, pelo menos, 15 milhões de adolescentes já usam cigarros eletrônicos. “O cigarro contém tabaco e nicotina, substâncias que viciam e causam dependência. Não fumar o primeiro cigarro é a melhor forma de prevenção”, afirma a oncologista Clarissa Mathias, referência mundial em câncer de pulmão e Líder do Cancer Center HSI Oncoclínicas.
Com cerca de sete mil substâncias químicas, sendo pelo menos 70 delas cancerígenas, o cigarro é a principal causa evitável de morte e doença no mundo. O tabagismo é fator de risco para pelo menos 14 tipos de câncer, dentre eles, tumores de pulmão, boca, laringe, faringe, esôfago, colorretal, bexiga e pâncreas. "Além de estar associado a vários tipos de câncer, o consumo de cigarro pode causar problemas respiratórios, cardiovasculares e redução da longevidade", destaca a oncologista Larissa Moura, da Oncoclínicas. A médica reforça a recomendação: “nunca colocar o primeiro cigarro na boca”.
De acordo com a OMS, o tabaco causa mais de 8 milhões de mortes por ano, sendo que mais de 7 milhões são decorrentes do uso direto, enquanto cerca de 1,3 milhão são não-fumantes que foram expostos ao fumo passivo. A oncologista Maria Cecília Mathias, da Oncoclínicas, também ressalta a importância de não fumar o primeiro cigarro. “Além dos inúmeros danos à saúde do fumante, o cigarro coloca em risco também o fumante passivo que inala involuntariamente a fumaça ”, afirma a médica.
O tabagismo é o responsável por 90% dos casos de câncer de pulmão, o tipo mais letal de tumor. De acordo com estimativa do Instituto Nacional do Câncer (INCA), o Brasil deve registrar em 2026 mais de 35.380 mil novos casos desse tipo de neoplasia que afeta pulmão, brônquio e traqueia, sendo 1590 diagnósticos previstos na Bahia. “Não fumar é a forma mais eficaz de prevenção do câncer de pulmão. Parar de fumar representa um ganho enorme para a saúde. Além disso, a população precisa ter acesso ao diagnóstico precoce e aos tratamentos mais eficazes,” finaliza a oncologista Clarissa Mathias.