Veja as capitais que registraram manifestações por saída de Alexandre de Moraes do STF
Ao menos seis capitais e o Distrito Federal foram palcos de manifestação por afastamento do ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF) nesta segunda-feira (7/9), paralelamente às comemorações do Dia da Independência. Todas foram organizadas por partidos ou movimentos de direita.
A maior delas acontece na Avenida Paulista, com a presença do senador Flávio Bolsonaro (PL), candidato a presidente da República, nesta tarde. Já em Brasília, manifestantes se dividiram em dois atos simultâneos, um convocado por políticos do PL e outro, por integrantes do partido Novo.
O ato aconteceu ao mesmo tempo em que, na Esplanada dos Ministérios, a cerca de dois quilômetros, militares e civis participavam do desfile oficial das comemorações do Dia da Independência do Brasil, organizado pela Presidência da Repúblicas e as Forças Armadas.
Veja as demais capitais onde houve manifestação:
Belo Horizonte: Manifestantes se reuniram na Praça da Liberdade.
Goiânia: O ato ocorreu na Praça Tamandaré, no centro da cidade.
Salvador: Manifestantes se concentraram no Farol da Barra.
São Luís: Houve uma motocarreata pelo centro da cidade.
Maceió: Manifestantes foram do Corredor Vera Arruda, na Jatiúca, até o Marco dos Corais, na Ponta Verde.
As manifestações foram convocadas após o ministro André Mendonça, do Supremo Tribunal Federal (STF), retirar o sigilo e tornar públicas conversas entre o ministro Alexandre de Moraes, também do STF, e o banqueiro Daniel Vorcaro, dono do Banco Master.
Na esteira da divulgação desses conteúdos, vieram à tona a informação sobre contratos sem licitação de órgão públicos com um instituto criado e gerido por Mendonça. Ele não negou nada, mas anunciou a saída da sociedade do instituto. Porém, vai continuar prestando serviços a ele.
Também vazaram conversas de Vorcaro com o deputado federal Nikolas Ferreira (PL), candidato à reeleição, pedindo para o dono do Master agir a favor de negócios de um assessor de gabinete do parlamentar.
Mendonça e Nikolas não foram alvos dos manifestantes nesta segunda. Ao contrário. Alguns levaram faixas com mensagens de apoio ao ministro, além de vestirem camisetas com o mesmo tom.
No domingo (6/9), a ex-primeira-dama Michelle Bolsonaro (PL-DF), candidata ao Senado, fez publicação em rede social afirmando que teve uma “visão” da chegada de André Mendonça ao STF antes de o ministro ser indicado à Corte pelo então presidente Jair Bolsonaro (PL), em 2021.
Em mensagem de apoio publicada a Mendonça, a ex-primeira-dama disse ter visto o magistrado entrando no tribunal com “uma nuvem branca sobre a cabeça” e declarou que, a partir daquele episódio, teve certeza de que a vaga no Supremo seria dele.
Na publicação, Michelle afirmou ainda que Mendonça é um “escolhido e ungido do Senhor”. Ela escreveu que a Igreja o ama e que há pessoas que oram, choram e se alegram por ele.
Mendonça manda caso para plenário e decisão está com Fachin
Ainda no domingo, Mendonça liberou para julgamento no Plenário do STF o relatório da Polícia Federal (PF) que identificou Moraes como interlocutor de Vorcaro em mensagens encontradas no celular do dono do Master.
Cabe ao presidente da Corte, Edson Fachin, definir a data do julgamento. Não há um prazo. Quando ele colocar o caso no plenário, todos os ministros poderão decidir se será aberta ou não de investigação contra Moraes .
O relatório em questão foi produzido pela PF por ordem de Mendonça e teve o sigilo retirado na última terça-feira (1º) após o “Estadão” revelar mensagens entre Moraes e Vorcaro. A divulgação do material abriu uma crise no Supremo.
Moraes passou a questionar a forma como a apuração foi conduzida e usou o inquérito das fake news para requisitar relatórios de inteligência da PF sobre ministros da Corte, entre eles documentos relativos à atuação de Mendonça.
Fachin posteriormente concentrou as duas frentes em procedimento separado sob sua condução e pediu esclarecimentos às autoridades envolvidas.
O Tempo
Crédito: Reuters